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30 de setembro de 2017

Sob o Céu de Paris

Pode resultar precipitado apaixonar-se em um dia e jurar-se amor?

Em tempos de guerra, acontece às vezes, porque o ser humano sempre procura uma saída para os sofrimentos de uma guerra.
Não sabe se voltará a ver essa pessoa que lhe atrai, a luta não terminou totalmente e ambos podem perder a vida.
Sob o Céu de Paris, é uma história de amor ambientada na formosa França de 1944, às portas do fim da Segunda guerra mundial. O relato nos mostra que em tempos de horror também se pode encontrar a sua alma gêmea, mas sem muita demora... porque a vida são dois dias.

Capítulo Um

Paris, agosto de 1944 
Arianne elevou o rosto para olhar o céu que nessa cálida manhã de verão estava completamente limpo. Nos últimos dias aviões americanos e ingleses tinham sulcado os céus da França de forma contínua, e sem trégua. Milhares de soldados que se lançavam do interior das bestas de metal, tinham enchido o céu azul de pontos negros, para converter-se pouco depois de abrir os paraquedas, em flores de algodão branco.
Oscilaram suspensos no ar durante vários minutos antes de tomar terra firme, e levar a esperança de liberdade à população oprimida. A cidade de Paris tinha sido liberada do jugo nazista, e a Alemanha que sofria derrota atrás de derrota, retrocedia para a Bélgica.
A guerra chegava a seu fim, e os franceses podiam respirar com um profundo alívio. Arienne cravou suas pupilas nos Campos Elíseos lotados de gente, de patriotas desejosos de dar as boas-vindas aos aliados.
Ao longe se podia escutar as notas de La Marsellesa que estava sendo tocada com um sentido de orgulho e patriotismo sem comparação, e o alvoroçado repique dos sinos de Notre Damme, davam o ponto festivo à celebração que se estenderia durante dias.
Uma multidão aplaudia com ardor ao passo dos soldados que nesse momento faziam sua entrada triunfal na cidade, com um sorriso nos lábios, e surpresa nos olhos. Blindados da 2ª Couraçada rendiam honras, e os oficiais olhavam, com um brilho de satisfação em suas pupilas, o desfile de seus companheiros.
Muitos dos espectadores se negavam a manter-se passivos, e brandiam lenços brancos em sinal de boas-vindas.
Algumas moças ousadas e risonhas, lançavam beijos aos sorridentes soldados que passavam ao seu lado, estes, devolviam-lhes o gesto lhes lançando barras de chocolate.
Arianne queria desfrutar do júbilo, mas não tinha conseguido uma posição vantajosa para isso apesar de que o tinha tentado. Embora ficasse nas pontas dos pés, não conseguia ver além das costas dos parisianos, e dos oficiais que faziam uma fila de honra com seus jipes e blindados, para proteger o desfile da gente agrupada na grande avenida. Resignada, soltou um suspiro e começou a dar a volta sem precaver-se que a multidão a cercava impaciente por aproximar-se o máximo que permitia o estreito corredor. 
Robert St’James tinha os olhos cravados na moça que tinha diante dele, tinha deixado um momento seu assento no jipe para procurar uma garrafa de água, agora que retornava de novo a seu lugar com uma bem gelada, topava-se com a mulher mais extraordinária que já tinha contemplado. 
Tinha-o deixado nocauteado. Travado em um suspiro que o desfocou. A moça tinha o cabelo castanho, e brilhava sob os raios do sol até o ponto de cegá-lo. O perfume da acetinada pele, enchia-lhe as fossas nasais lhe produzindo um prazer que acreditava esquecido. 









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