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23 de setembro de 2017

Como o Malandro Seduz

Série Homens do Duque
O investigador Tristan Bonnaud tem um objetivo na vida — certificar-se de que seu meio-irmão George não poderá arruinar sua vida outra vez.

Assim, quando a irritante Lady Zoe Keane, a filha do conde de Olivier, aparece exigindo que os Homens do Duque encontrem uma misteriosa cigana, aproveita a oportunidade para também caçar um amigo cigano que conhece segredos sobre George. Tristan não espera descobrir os segredos da família de Lady Zoe, também... ou acabar se apaixonando pela mulher que arriscará tudo para descobrir a verdade.
Somente um malandro malvado pode descobrir o fogo na alma de uma Lady...

Capítulo Um

Londres Fevereiro de 1829

Quando a carruagem parou, Lady Zoe Keane afastou o véu e espreitou através da janela turva para observar o prédio, que ficava do lado oposto ao Teatro Real em Covent Garden. Aquilo não podia ser a Investigações Manton.
Era muito simples e comum para o famoso Os Homens do Duque, por piedade! Sem cavalos esperando para fugir do perigo? Nenhum sinal?
— Você tem certeza que estes são os escritórios deles? — Ela perguntou a Ralph, seu lacaio, enquanto ele a ajudava a sair.
— Sim, minha Lady. Este é o endereço que você me deu: 29 de Bow Street. Quando o ar gelado atingiu sua face, ela ajeitou o véu e cobriu o rosto. Ela não poderia ser reconhecida entrando num escritório cheio de homens, e certamente não este escritório
— Não parece certo de qualquer modo. — Ou seguro! — Ele deu uma olhada na grosseira vizinhança.
— Se seu pai soubesse que eu a trouxe em tão humilde parte da cidade, ele me chutaria de casa, ele o faria. — Não realmente. Eu nunca permitiria isso! — Como mamãe dizia, uma dama consegue o que quer falando com autoridade... mesmo que seus joelhos estejam tremendo embaixo de sua saia. — Além disso, como ele poderia descobrir? Você me acompanhou em meu passeio no parque de St. James, isso é tudo. Ele nunca ouvirá nada diferente. Ele não poderia, porque ele certamente iria adivinhar por que ela procurou um investigador. Então como um Major reformado do exército que ele era, colocaria soldados para vigiá-la.
— Eu não me demorarei! — ela disse a Ralph. — Nós facilmente chegaremos a casa a tempo para o jantar e ninguém saberá.
— Se você diz, minha Lady.
— Eu aprecio isto, você sabe. Eu nunca desejarei causar—lhe problemas. Ele acenou com a cabeça. 
— Eu sei minha Lady. Ela achava isso também. Ela gostava de Ralph, que servia como lacaio pessoal dela desde a morte da mãe, no último inverno. Desde o começo ele sentiu pena de Zoe. “a pobre garota sem mãe”. E se algumas vezes ela descaradamente usava isso para obter vantagem, era somente porque ela não tinha escolha. O tempo estava passando. 
Ela já tinha tido que esperar meses para o pai trazer a ela e a tia Flo para Londres, então ela teve que acertar esse encontro secreto. Eles subiram os degraus e Ralph bateu na porta. Então eles esperaram. E esperaram. Ela ajeitou a capa, trocou de mão a pequena bolsa e bateu o pé no chão para tirar a neve das botas. Finalmente a porta se abriu para revelar um esquelético rapaz usando um antiquado terno de seda na cor cobalto e um colete cor de pulga, que aparentava ter estado fora. 
— Senhor Shaw! — ela disse. Ela estava encantada de vê-lo novamente em tão pouco tempo. Ele olhou para o rosto dela envolto pelo véu. 
— Eu a conheço madame? 
— É “sua Lady”... por favor. — Ralph o corrigiu. A uma distração do senhor Shaw, Zoe tentou entrar. 
— Nós não fomos apresentados senhor, mas eu o vi em Muito Barulho por Nada na noite passada e o achei maravilhoso. Eu nunca tinha visto um ator interpretar Dogberry com tanto sentimento. O comportamento dele mudou. 
— E quem seria você? 
— Eu sou Lady Zoe Keane, e tenho um encontro marcado com o Os Homens do Duque às três da tarde. Não era totalmente mentira. Alguns meses antes ela pegou os muito conhecidos investigadores organizando um falso roubo para capturar um sequestrador. Em troca do silêncio dela, eles concordaram em lhe fazer um favor em alguma data futura. Essa data era agora. Ela esperava que eles se lembrassem. 
O senhor Dominick Manton, o dono e o senhor Victor Cale, um de seus homens, pareciam ser pessoas responsáveis que honravam suas promessas. O senhor Tristan Bonnaud entretanto...

22 de junho de 2017

A Arte de Pecar

Série Pretendentes Pecadores
O artista americano Jeremy Keane se recusa a voltar para casa e assumir os negócios de seu pai. 

Ele prefere muito mais os espécimes de beleza que ele tem encontrado no exterior, em busca de uma modelo para sua provocante obra-prima, que ele está compelido a pintar. 
Quando ele encontra Lady Yvette Barlow em um casamento em Londres, ele percebe que ela é perfeita para o seu trabalho ― e se determina a capturar o espírito desafiador e a sensualidade de tirar o fôlego da jovem herdeira, na tela. O escândalo não é coisa nova, Yvette concorda em ser modelo para Keane ― em troca, ela pede sua ajuda para entrar nos bordéis da cidade, que ele conhece intimamente, para que ela possa procurar uma mulher desaparecida e resolver um mistério familiar. Mas quando sua prática parceria leva a lições na arte de pecar, poderão eles encontrar um amor ousado e duradouro?

Capítulo Um

Londres, Inglaterra, Final de Agosto de 1829.
Os mais nobres lordes e ladies de Londres lotavam o salão de baile na mansão do Duque, para o café da manhã de casamento de Dominick Manton e sua noiva Jane. Mas, apesar do número de mulheres bonitas entre eles, Jeremy Keane, artista americano e conforme os rumores um libertino, só queria fugir.
Ele não deveria estar presente. Ele deveria ter ficado no andar de cima, em seu quarto de convidado, fazendo esboços preliminares para sua pintura, embora a inspiração lhe escapasse e ele ainda não tivesse encontrado a modelo certa. Qualquer coisa seria melhor do que suportar esta mostra de felicidade doméstica.
Maldição. Ele não esperava que isso o perturbasse tanto. Ver o noivo e sua noiva sorrir adoravelmente um para o outro, não deveria levá-lo ao passado, para atormentá-lo com a culpa…
Murmurando uma maldição, ele pegou uma taça na bandeja de um lacaio que passava e tomou a champanhe, desejando algo mais forte. Ele não poderia suportar mais disto.
Com passos decididos caminhou pelo salão em direção à entrada. Tinha que escapar antes de dizer ou fazer algo que depois lamentasse. Então a mulher de suas fantasias entrou, e ele parou de respirar. Era magnífica. Ela usava um vestido de seda cor esmeralda que brilhava num raio de sol como se os céus se abrissem para mostrá-la.
Ele não podia acreditar. Era exatamente o modelo que ele necessitava para seu último trabalho.
Enquanto observava, a morena olhou para ele. Alta e um símbolo de luxúria, ela se elevava sobre as inglesas delicadas que conversavam em seu caminho, enquanto atravessava a multidão. Com seus traços fortes, olhos verdes-joia e boca generosa, ela era a própria imagem de Juno, em Juno e Júpiter de Gavin Hamilton. Caminhava como uma majestosa deusa romana.
Era absolutamente perfeita. Não só na aparência, mas na postura, ao mesmo tempo reservada e dramática. E havia cautela espreitando em seus olhos. Ele tinha o dever de tê-la. Depois de meses procurando a modelo perfeita, ele merecia tê-la.
Isso era, supondo que ela concordaria com sua proposta. Ela parecia ter idade suficiente para ser dona dela mesma, mas ele não poderia dizer, olhando para o corte de seu vestido de baile, se ela era solteira, casada ou viúva. Ele esperava que fosse um dos dois últimos. Porque se ela fosse uma inocente, ele teria um terrível tempo para convencer com sua família a permitir que ela pose para ele. Ele se aproximou dela.
― Jeremy! ― Gritou uma voz feminina atrás dele. ― Aí está você!
Ele se virou e encontrou Zoe, sua prima distante, e cunhada grávida do noivo, caminhando em sua direção. Droga. Ele estava preso. Pior ainda, quando ele olhou para trás, sua deusa em verde havia desaparecido. Maldito azar. Em uma mansão como a do Duque de Lyons, não havia como dizer onde ela tinha ido.
Engolindo uma maldição, ele fitou Zoe. ― Boa noite prima. Prazer em vê-la novamente.
Depois de apertá-lo em cada bochecha, ela afastou-se para olhá-lo. ― Eu não coloquei os olhos em você em três meses, e essa é a bem-vinda insípida que você me dá?
― Ainda estou cansado da viagem ― ele mentiu ― cheguei apenas ontem a noite de Calais, você sabe.
― Eu sinto muito que você e seu aprendiz tiveram que ficar com Max e Lisette noite passada, em vez de nossa casa. Mas com o casamento…



Série Pretendentes Pecadores
1- A Arte de Pecar
Veja Vídeo do lançamento

26 de maio de 2017

Dorina e o Doutor

Série Homens do Duque


O Dr. Percy Worth acha a jovem viúva Dorinda Nunley arrebatadora, cada vez que a vê na casa de seus primos, o Duque e Duquesa de Lyon. 

Mas ele imagina que uma flor de estufa da sociedade daria uma esposa de médico terrível. Ainda assim, quando ela entra em sua residência uma manhã encontrando-o meio vestido, ele fica tão fascinado quanto surpreendido pela intrusão. 
Embora Dorinda esteja zangada quando percebe que eles são vítimas da duquesa casamenteira, Percy sugere que ensinem à duquesa uma lição fingindo se cortejar, e depois rompendo espetacularmente no jantar do duque naquela noite. Mas depois de um dia juntos — e uma queda muito quente na cama —eles percebem que se adequam um ao outro muito melhor do que jamais sonharam. Agora irão para frente com seu plano? Ou abraçarão a farsa que se tornou muito real? 

Capítulo Um 

Cedo em uma bela manhã de segunda-feira, a Srta. Dorinda Nunley deixouse entrar através da porta lateral da moradia do Dr. Percy Worth, a qual ele alugava de um parente distante de Dorinda, o Duque de Lyons. Lisette, a nova esposa do duque, a enviara com a chave até ali para colocar o lugar em ordem enquanto o médico estava fora da cidade, mas ainda assim parecia estranhamente íntimo invadir sua propriedade. Pelo menos ela não estava entrando nas áreas de estar. 
Esta parte era o consultório dele, embora aparentemente ele não atendesse os pacientes nele. Não havia necessidade, pois todos eles eram membros da alta sociedade, nada surpreendente para um médico que atualmente era a celebridade de Londres. 
Depois de tirar seu chapéu, Dorinda colocou-o em cima de uma cômoda próxima e examinou o local. É claro que o homem passava pouco tempo ali, ou então como poderia suportar tal desordem? Havia caixas parcialmente desempacotadas desde quando ele fixou residência há oito meses, depois de anos como médico de um navio. 
Um esqueleto completo caía sobre uma cadeira, e frascos e ampolas estavam misturados em cima de uma mesa como se ele a vasculhasse sempre que precisava de algo. Bem, depois que ela tivesse terminado com este lugar, ele nunca teria que sair a caça por algo novamente. 
Ela odiava admitir, mas estava secretamente ansiosa para se tornar útil para ele. Embora ela não gostasse de médicos como regra, ele não era nada, exceto amável com ela, e por isso ele merecia ter um lugar de trabalho organizado. 
Mesmo que a fizesse lembrar-se de uma fase difícil de sua vida. Endireitando seus ombros, ela se dirigiu para a mesa e quase tropeçou em uma bolsa preta. Ela a olhou fixamente. Parecia aquela que ele às vezes carregava quando vinha ver como a duquesa estava passando sua gravidez. Mas por que ela estaria aqui? Ele deveria estar... Nesse momento, a porta se abriu e a consciência clareou Antes que ela pudesse grunhir um aviso, o bom doutor entrou na sala, vestindo apenas um robe meio aberto e um par de ceroulas. Ele parou de repente, seus olhos castanho-escuros se arregalaram. 
—Senhorita Nunley? 
Oh Deus oh Deus oh Deus...









Série Homens do Duque
0,5-  Era a Noite depois do Natal
1- O que o Duque deseja
2- O Regresso do Canalha
2.5- Dorina e o Doutor
3- Como o Malandro Seduz
Trad. Paraíso da Leitura

15 de novembro de 2016

O Regresso do Canalha

Série Homens do Duque
Victor Cale nunca imaginou que sua doce e tímida noiva, Isabella, iria usar seus talentos para a criação criminosa de imitação de jóias requintadas. 

Mas não há como negar que a sua obra foi usada no roubo de diamantes, logo após Isa desaparecer na noite.
Dez anos mais tarde, Victor é enviado para Edimburgo para investigar a misteriosa noiva de um rico barão... que acaba por ser Isa, disfarçada como uma viúva atraente. 
Não mais a menina mansa que ele conheceu, Isa afirma corajosamente que foi Victor que a abandonou, depois que ele ajudou a roubar os diamantes reais! Juntando os fatos a verdade do passado desperta sua paixão volátil, que arde mais quente do que nunca. Mas, com uma década de segredos entre eles, Victor e Isa precisam confiar um no outro para trazer os verdadeiros ladrões para a justiça, sem se queimarem.

Capítulo Um

Londres, Setembro 1828 
Victor Cale entrou no vestíbulo da despretensiosa casa na cidade onde era situado o escritório da Manton Investigações, em Bow Street, rezando para que seu amigo de longa data Tristan Bonnaud estivesse aqui hoje. Tristan teve que convencer Dominick Manton, proprietário da agência de investigação, para contratar Victor como investigador. Não que ele não tivesse tal habilidade ― era fluente em seis línguas, tinha boa pontaria e já tinha feito alguns trabalhos de investigação. Poderia até ser considerado habilidoso já que recentemente tinha sido descoberto como sendo o primo de Maximilian Cale, o Duque de Lyon, um dos homens mais ricos e poderosos da Inglaterra. E o mais importante, Tristan não jogara os crimes do pai de Victor contra ele, o que seria um alívio. 
Às vezes, sentia como se carregasse as ações de seu pai como uma marca, mesmo que Max nunca tivesse feito nenhuma alusão a elas. Na verdade, Max não poupava esforços para tratar bem ao seu primo recém-descoberto. Esse era o problema. Max parecia determinado a exibi-lo na alta sociedade, onde Victor nunca poderia se sentir confortável. A infância passada em campos regimentais Ingleses e três anos no exército Prussiano não praticamente não o prepara para uma vida assim. Sem mencionar, o breve casamento malfadado com uma ladra mentirosa. Ele franziu o cenho.
― O Sr. Manton vai vê-lo agora. Victor virou-se para encontrar o mordomo de Dominick Manton, o Sr. Skrimshaw, ali de pé em um colete salmão brilhante, cossacos azuis e um casaco trespassado com botões dourados parecendo um soldado de alguma guerra moderna. 
― Eu não estou aqui para ver Dom, Victor apontou. ― Venha, senhor, estamos há demasiado tempo com trivialidades. Com essa curta e curiosa afirmação, Skrimshaw se dirigiu para as escadas, claramente esperando que Victor o seguisse. Só então Victor recordou que Skrimshaw não só atuava no teatro, algumas vezes, mas tinha igualmente uma propensão para citar falas de peças. 
Ele desejou que o sujeito irritante tivesse a propensão de falar e se vestir com simplicidade, em seu lugar. O casaco do homem era um assalto aos olhos. Embora talvez fosse uma fantasia. Nunca se sabia com Skrimshaw. Quando o mordomo o introduziu no escritório de Dom, Victor relaxou para encontrar tanto Dom como Tristan esperando por ele. Sempre que via os dois meio irmãos juntos, ficava impressionado com a semelhança familiar. Ambos os homens tinham cabelo preto, embora o de Tristan fosse comprido e descontroladamente encaracolado, enquanto Dom tinha-o cortado mais curto, o que estava na moda. 
Os olhos de Tristan eram azuis e os de Dom, verdes, mas eles eram da mesma constituição e tamanho. E os dois homens tinham o tipo de atratividade magra que fazia as mulheres corar e gaguejar sempre que qualquer um deles entrava em uma sala. Era aí que a semelhança acabava, no entanto, Tristan gostava de uma boa piada, um bom copo de brandy, e de muitas mulheres bonitas, com quem pudesse conviver sem comprometer seu trabalho como investigador. 
Dom gostava do trabalho e nada mais. O homem queria fazer da Manton Investigações uma força a ser reconhecida. Aparentemente, brincadeiras, brandy, e mulheres bonitas eram distrações inaceitáveis.
Portanto, não foi surpresa quando Tristan foi o único que se adiantou para recebê-lo com palmadas no ombro de Victor. 
― Como vai você, meu velho? Já tem algumas semanas, não é? 
― Algumas. Victor lançou um olhar para Dom, que permaneceu sentado. A expressão do homem não revelava nada. Ele desejava que Dom não estivesse ali também. Isso poderia ficar muito estranho. 
― Sente-se, sente-se, disse Tristan encostando-se à mesa com os braços cruzados. ― Diga-nos porque você veio. Com um suspiro, Victor se estabeleceu em uma cadeira. Sem meias palavras, foi direto ao assunto. 
― É simples, realmente. Eu estava esperando que você pudesse me contratar como investigador. 









Série Homens do Duque
0,5-  Era a Noite depois do Natal
1- O que o Duque deseja
2- O Regresso do Canalha
2.5- Dorina e o Doutor

16 de outubro de 2016

O que o Duque deseja

Série Homens do Duque



Maximilian Cale, o Duque de Lyons, há muito tempo enterrara sua tristeza por ter perdido seu irmão mais velho, Peter, que foi declarado morto depois de ser sequestrado. 

Quando uma nota misteriosa chega de Tristan Bonnaud afirmando que o irmão do Duque está vivo, leva Max direto para a cativante Lisette Bonnaud, filha ilegítima de um visconde e a irmã de Tristan. 
Logo ele e Lisette estão viajando para Paris passando por marido e mulher, em busca de Tristan, que desapareceu. E quanto mais tempo ele passa com Lisette, mais fácil é para Max ver que a linha entre o ducado e o desejo é mais fácil de atravessar do que ele imaginava ...

Capítulo Um

Covent Garden, Londres, Abril 1828
Não havia uma única carta de Tristan em todo o lote.
Enquanto a manhã nublada se iluminou para um cinza menos sombrio, Lisette jogou a correpondência sobre a mesa no escritório de Dom. Típico. Quando ela deixou Paris, Tristan tinha prometido escrever-lhe uma vez por semana. Mas, embora começasse bem, dois meses haviam passado sem mais do que uma linha vinda dele.
Ela estava dividida entre a preocupação sobre o que tinha parado o fluxo de cartas, e um desejo de amarrar seu irmão irresponsável por seus dedos dos pés e deixá-lo ver o que era ser deixado pendurado.
- Você tem certeza que não quer me acompanhar para Edimburgo neste caso? - Perguntou Dom. - Poderia tomar notas para mim.
Lisette olhou para ver seu meio-irmão descansando na porta. Aos trinta e um anos, era mais magro e mais duro do que quando eram jovens, e agora tinha uma cicatriz na bochecha da qual não falava, que viera de Deus sabe onde. Mas ele ainda estava com ela.
A maior parte do tempo. Ela fez uma careta. Às vezes, podia ser tão mal como Tristan.
Desde que Dom a tinha recolhido ali vinda da França há seis meses, ela trabalhara duro para transformar sua casa alugada da cidade em um lar. Só porque também servia como o Instituto de Investigações Manton não significava que tinha de ser fria e impessoal. Mas o que lhe tinham valido seus esforços? Nada, apenas um outro homem para governar seu comportamento.
Sentando-se na cadeira, ela levantou uma sobrancelha. - Você não precisa de mim para tomar notas, lembra de tudo palavra por palavra.
- Mas você é melhor em descrições do que eu. Percebe coisas sobre as pessoas que eu não faço.
Ela revirou os olhos. - Só irei se você me deixar fazer mais do que descrever as coisas e fazer-lhe um chá.
 olhou-a com cautela. - Como o quê?
- Entrevistar testemunhas. Seguir suspeitos. Transportar uma pistola.
Para seu crédito, ele não riu. Tristan teria rido. E, em seguida, tentaria, de novo, encontrar um marido adequado no meio dos seus arrogantes amigos soldados em Paris, que agiam como se uma bastarda meio-inglesa como ela devesse ficar grata por todas as migalhas de sua atenção.
Em vez disso, Dom pareceu considerar quando entrou na sala. - Você sabe como usar uma pistola?
- Sim. Vidocq me mostrou. - Apenas uma vez, antes de Tristan acabar com as lições, mas Dom não precisava saber disso.
Ele já estava xingando Eugène Vidocq, o ex-chefe da polícia secreta francesa. - Eu não posso acreditar que o nosso irmão permitiu que estivesse em qualquer lugar perto desse canalha.
Ela encolheu os ombros. - Nós precisávamos do dinheiro. E Vidocq precisava de alguém na Sûreté Nationale em quem pudesse confiar para organizar todos os seus índices de cartões contendo descrições de criminosos. Foi uma boa posição.
E, para sua surpresa, ela gostara. Após a morte de Maman, três anos atrás, quando Lisette mudara-se para Paris para viver com Tristan, ela ansiava por um trabalho útil para levar sua mente fora de sua dor. Vidocq tinha-o oferecido. Ela aprendera sobre investigação de crimes com ele. Vidocq tinha até proposto contratá-la como agente para a Sûreté, como tinha feito com outras mulheres, mas Tristan tinha se recusado a permitir.
Ela bufou. Tristan pensava que era perfeitamente certo para ele ser um agente da Sûreté de todos estes anos, mas sua irmã era para ser mantida envolta em algodão até encontrar um marido. O que era mais improvável a cada ano. Ela já tinha vinte e seis anos, pelo amor de Deus!
- Qual é a sua resposta, Dom? - Ela incitou seu meio-irmão. - Se eu for com você, vai me deixar fazer mais do que tomar notas?
- Não desta vez, mas talvez um dia…
- Isso é o que Tristan sempre disse. - Ela fungou. - Enquanto isso, ele estava tramando pelas minhas costas para me casar, e quando isso não funcionou, me despachou para Londres com você.
- Pelo que eu sou profundamente grato - disse Dom com um leve sorriso.
- Não tente me distrair com elogios. Eu também não vou me casar com qualquer uma das suas escolhas para marido.
- Bom - disse ele alegremente. - Porque eu não tenho nenhuma. Sou muito egoísta para querer perdê-la para um marido. Preciso de você aqui.
Ela olhou para ele com incerteza. - Você só está brincando.
- Não, querida, não estou. Você tem uma riqueza de informações sobre os métodos de Vidocq armazenados em sua cabeça inteligente. Seria louco em casar você e perder tudo isso.
Lisette suavizou. Dom tinha estado muito mais confortável com ela, aprendendo seu negócio, do que ela esperava. Talvez fosse porque tinha lutado tão duro para ganhá-lo, depois de George e ele terem rompido completamente. Ou talvez fosse porque lembrava sua infância com carinho.
Seja qual for o caso, ela iria permitir-lhe algum tempo. Talvez, eventualmente, ele iria considerar dar-lhe funções mais amplas. Deveres mais emocionantes. Ela poderia, finalmente, começar a viajar, para satisfazer o desejo que tinha herdado do pai. Era uma medida do quanto









Série Homens do Duque
0,5-  Era a Noite depois do Natal
1- O que o Duque deseja
2- O Regresso do Canalha


22 de julho de 2016

Era a Noite depois do Natal

Série Homens do Duque


Pierce Waverly, o conde de Devonmont, esteve afastado da mãe pela maior parte de sua vida. 

Quando a nova acompanhante de sua mãe, a Sra. Camilla Stuart, escreve para dizer-lhe que a mãe está gravemente doente, ele vai para casa. 
Mas quando descobre que a bela viúva o enganou a fim de efetuar uma reconciliação de Natal, ele se recusa a ficar, a menos que ela conheça os seus "termos."
Em algum lugar, entre tentar seduzir a bela Camilla e lutar contra as lembranças cruéis de seus Natais da infância, Pierce descobre que não apenas o perdão acontece de duas maneiras, mas que o amor pode florescer mesmo no mais frio dos invernos.

Capítulo Um

Dezembro 1826
Pierce Waverly, de trinta e um anos de idade, conde de Devonmont, sentou-se à mesa no estúdio de sua casa na cidade de Londres, vendo o correio enquanto esperava que sua amante atual chegasse, quando uma carta veio ao topo, dirigida por uma mão familiar. Uma dor igualmente familiar apertou seu peito, lembrando-o de outra carta anos atrás.
Que tolo ingênuo ele tinha sido. Mesmo tendo crescido e ficado mais forte, mesmo tornando-se o tipo de filho que o pai sempre tinha afirmado querer, nunca tinha sido admitido em casa novamente. Ele passou todas as férias escolares, de Natal, Páscoa e Verão, em Waverly Farm.
E depois que Titus Waverly e sua esposa morreram inesperadamente em um acidente de barco, quando Pierce tinha treze anos, o pai de Tito, o general Isaac Waverly, tinha retornado da guerra para assumir Waverly Farm e as crianças órfãs de Tito.
Mesmo Pierce não tendo recebido uma única carta de seus pais em cinco anos, tinha estado certo de que iria finalmente ser enviado para casa, mas não. Seja qual fosse o arranjo que Titus tinha feito com os pais de Pierce, foi aparentemente preservado com o tio-avô de Pierce, o general tinha caído direto no papel de pai substituto.
Apesar de tudo isso, ele tinha cuidado de Pierce até este ter dezoito anos, quando nenhum dos seus pais aparecera em sua formatura de Harrow, reconheceu a verdade. Não só seu pai o odiava, mas sua mãe não tinha nenhuma utilidade para ele, também. Aparentemente, ela tinha sofrido com sua presença até ele ter idade suficiente para ir à escola e à casa de parentes, e depois disso ela decidiu que tinha terminado com ele. Estava muito ocupada desfrutando da fortuna e influência do pai para se preocupar com seu próprio filho.
A dor explodiu em raiva por um tempo, até que atingiu a maioridade, aos vinte e um, e viajara para casa para enfrentar os dois. . .
Não, ele não podia suportar lembrar o fiasco. A humilhação daquela rejeição específica ainda enviava uma dor lancinante através dele.
Eventualmente também silenciaria aquilo; então talvez encontrasse alguma paz finalmente.
Ou seja, se a mãe deixasse. Ele olhou para a carta e seus dedos se apertaram em punhos. Mas ela não iria. Ela tinha envenenado sua infância e, agora que o pai estava morto e Pierce tinha herdado tudo, ela pensou que poderia esquecer tudo.
Vinha tentando desde o funeral, há dois anos. Quando mencionou seu regresso para “casa”, ele perguntou-lhe por que tinha esperado a morte de seu pai para permitir isso. Ele esperava uma litania de desculpas patentemente falsas, mas ela só disse que o passado era passado. Ela queria começar de novo com ele.
Ele bufou. É claro que queria. Era a única maneira de colocar suas mãos em mais dinheiro do pai do que o que havia sido deixado para ela.
Bem, para o inferno com ela. Podia ter decidido que queria desempenhar o papel de mãe de novo, mas ele não queria mais fazer seu papel de filho. Anos de anseio por uma mãe que nunca esteve lá, por quem ele teria lutado contra dragões quando um menino, haviam congelado seu coração. Desde a morte de seu pai, não tinha aquecido um grau.
Só que cada vez que via uma de suas cartas…
Reprimindo uma maldição amarga, ele jogou a carta fechada ao seu secretário, o Sr. Boyd. Uma coisa que tinha aprendido a partir da última carta que lhe tinha escrito, quando ele era um menino, era que as palavras não significavam nada. Menos do que nada. E a palavra amor em particular era apenas uma palavra. - Coloque isso com as outras —, disse a Boyd.
- Sim, meu senhor. - Não havia nenhum indício de condenação, nenhum indício de reprovação na voz do homem.
Bom homem, Boyd. Ele sabia de tudo. No entanto, Pierce sentiu a mesma pontada de culpa, como sempre.
Droga, tinha feito certo com sua mãe, por tudo o que ela nunca tinha feito direito por ele. A herança do pai estava inteiramente sob seu controle. Ele poderia tê-la privado de tudo, se assim o desejasse - outro homem poderia tê-lo feito – mas, em vez disso, fixou-a na casa da viúva da propriedade, com abundância de criados e suficiente dinheiro para deixá-la confortável. 
Não o suficiente para viver extravagantemente - ele não podia levar-se a dar-lhe isso - mas o suficiente para que não pudesse acusá-lo de negligência.
Até contratou uma dama de companhia para ela que, no final das contas, se provou perfeita para a posição. Não que soubesse por si mesmo, uma vez que nunca tinha visto a indomável Sra. Camilla Stuart em ação, nunca a vira com sua mãe. Nunca via a mãe, de todo modo. Ele tinha estabelecido a lei do primogênito. Ela estava livre para vaguear por Montcliff, sua propriedade em Hertfordshire, quanto quisesse quando ele não estivesse na residência, mas quando ele estivesse lá para cuidar dos assuntos imobiliários, ela ficaria na casa da viúva e bem longe dele. Até agora, ela cumprira este acordo.
Mas as cartas chegavam, de qualquer maneira, uma vez por semana, como acontecia desde a morte do pai. Dois anos de cartas empilhadas em uma caixa agora transbordando. Tudo fechado. Por que teria ele que ler as dela, quando ela nunca respondera à uma única das suas quando menino?
Além disso, provavelmente estavam cheias de pedidos lisonjeadores para mais dinheiro agora que detinha os cordões da bolsa. Ele não cederia àquilo, droga.
- Meu senhor, a senhora Swanton chegou.









Série Homens do Duque
0.5-  Era a Noite depois do Natal
1- O que o Duque Deseja



26 de junho de 2016

Depois do Sequestro

Série Solteironas De Swanlea

Depois de duas temporadas em Londres, e uma quantidade estrondosa de pretendentes maçantes, Juliet Laverick ainda anseia por um único homem: Morgan Pryce, o canalha arrojado que a sequestrou há dois anos. 

Mas sua determinação em levá-lo à justiça não diminuiu, nem mesmo quando o homem que ela confunde com Morgan, seu irmão gêmeo Sebastian, lhe dá uma notícia chocante: seu misterioso amante desapareceu.
Sebastian Blakely, o Barão Templemore, não se atreve a admitir que é a ele que Juliet procura e muito menos que é pelo beijo dele que ela ainda anseia. 
Confessar o sequestro só traria desastre e escândalo sobre os dois. No entanto, como conseguirá convencer Juliet a abandonar sua busca por seu sonhado amante, quando tudo o que ele sonha é segurá-la em seus braços novamente?

Capítulo Um

Shropshire, fevereiro 1818.
Ilíada de Homero, bordado por Juliet Laverick em uma fronha.
Lady Juliet Laverick tentou ignorar as batidas de seu coração. Tentou ignorar o trovejar de cascos de cavalo na terra congelada, levando-a cada vez mais perto de um confronto com seu passado. Tentou fingir que suas mãos estavam geladas por viajar no inverno, e não devido aos seus nervos.
Mas ela não podia. Depois de mais de dois anos, finalmente iria deixar seu passado para trás e ver a justiça ser feita. Então, como poderia se manter calma, com Charnwood a apenas alguns quilômetros de distância?
— A hospedaria Llanbrooke era horrível —, veio à voz de sua irmã do outro lado da carruagem. Rosalind sentou-se ao lado do marido Griff Knighton com um bordado em seu colo que ela claramente ignorava.
Juliet agarrou qualquer desculpa para manter sua mente fora do assunto em questão.
— Eu nunca vi teias de aranha em cima de uma cornija. Debaixo talvez, mas em cima? E a caneca sobre a mesa, você viu a espuma nela? O estalajadeiro deveria ser arrastado e esquartejado por manter uma sala comum tão imunda.
— Eu não lhe daria um castigo tão severo querida —, Rosalind replicou —, mas eu não estou em sintonia com os assuntos domésticos como você.
— Eu te garanto —, disse Juliet —, em sintonia com os assuntos domésticos ou não, você ia ordenar a mesma punição depois de passar uma noite entre os insetos sob lençóis sujos. Espero profundamente que nós possamos evitar voltar lá no retorno.
— Vai depender do que o barão revelar esta tarde. — Griff olhou para fora da janela, explorando a tranquila floresta Shropshire, com o olhar atento de um homem acostumado a problemas. — Se Lorde Templemore se provar pouco cooperativo, podemos encontrar-nos de volta ao Olho do Pavão, antes de terminar de questionar as pessoas da cidade.
Juliet fez uma careta com o pensamento.
— Certamente sua senhoria não vai continuar a protegê-lo quando ouvir o que Pryce fez para Juliet —, Rosalind protestou.
Ambos olharam para ela, cheios de sua habitual simpatia e preocupação. Isso a fez querer gritar. Odiava ser tratada como se ela pudesse quebrar com o mínimo esforço.
Mas isso acontecia por ser a caçula de três irmãs, a única que ainda não tinha se casado. E tola o suficiente para fugir com um canalha como Morgan Pryce aos dezoito anos, pondo em perigo a si
mesma e sua família depois que ele terminou por raptá-la, e não fugir com ela.
Colocando um sorriso jovial nos lábios, ela disse para Griff:
— O estalajadeiro não disse que Morgan não reside com o barão?
— Sim. Mas isso foi o máximo que consegui descobrir. Ninguém vai identificar o homem do esboço de Helena como um protegido de sua senhoria. — Helena era a irmã mais velha de Juliet que tinha um dom com o pincel. Também tinha motivos para querer ver Morgan ser levado à justiça, mas com a chegada iminente de seu primeiro bebê, nem ela nem seu marido Daniel, tinham ousado fazer a jornada até Shropshire. Griff continuou 
—, O pai de Templemore pode ter manchado o nome da família e colocado à propriedade no chão, mas o próprio Templemore tem uma reputação impecável como um cavalheiro digno. Assim, ninguém na cidade fala dele ou de Pryce a um estranho.
— Mas você tem certeza de que Morgan e o protegido de Lorde Templemore são a mesma pessoa —, disse Juliet.
— Tenho certeza. 

 Série Solteironas de Swanlea
1– Um Amor Perigoso
2-  Um Amor Notório
3-  Depois do Sequestro

3 de novembro de 2015

Um Amor Notório

Série Solteironas De Swanlea
Helena Laverrick estava com seu juízo afetado! 

O único homem que poderia ajudá-la a encontrar sua irmã mais nova que fugira era o infame Daniel Brennan, o homem que jogou com suas emoções no ano anterior e, em seguida, a deixou. 
Ele costumava ser um contrabandista. Embora o Guia de etiqueta da senhora Nunley, para jovens senhoritas nunca iria aprovar, Helena é forçada a ir atrás dos fugitivos na companhia de Daniel.
Mas ela sente algo estranhamente libertador por estar com ele e um delicioso arrepio adverte Helena que mais do que sua reputação pode estar em perigo.
Daniel é contra a maioria das regras das encantadoras e empertigadas jovens, para ele são ridículas, mas quando ela insiste que ele deve apresentá-la como sua esposa para salvar as aparências, ele imediatamente prevê as delicias de partilharem um quarto de dormir. A inesperada paixão latente sob o adequado exterior rigoroso inflama seu desejo, e a vulnerabilidade escondida sob seu controle o faz querer ainda mais. 
No entanto, Helena é uma lady, e ele é o filho de um salteador. Como ele pode pedir a ela para compartilhar de seu mundo?

Capítulo Um

Londres, Outubro de 1815
O herói sobre o qual agora falo. Cresceu adequado e em linha reta. Como o Álamo sublime. Seu corpo estava completo. Seu crescimento foi como um abeto Adornado por tufos ascendendo, ao ar Balançando sobre seus ombros amplos As madeixas de cabelo amarelo do outono.  Uma jovem senhora bem-educada evita a mera sugestão de um comportamento escandaloso!
Helena Laverick não poderia deixar de lembrar onde estava enquanto observava o corredor deserto da hospedariaem St. Giles. Por que ela estava prestes a quebrar uma das regra mais uma vez ... flagrante.
Sua irmã Rosalind sempre havia criticado o ultrapassado livro de instruções favorito de sua mãe, o Guia de Etiqueta Para Jovens Senhoras da senhora Nunley.
Segundo a filosofia de Rosalind bastava seguir as regras da senhora Nunley, quando possível, mas ignorá-las quando fosse impraticável. Helena geralmente considerava ultrajante essa desculpa de ignorar qualquer uma das regras de comportamento.
Mas, neste caso, ela tinha que aceitar a transgressão, à seu favor um ponto, sua irmã mais nova, Juliet, fez uma loucura se colocando em apuros, tornando impossível para Helena não quebrar algumas regras.
E por se aventurar nesta moradia estranha, onde os ratos arranhavam tudo ao seu redor e velas de sebo queimavam inundando o ar com o odor de carneiro queimado, ela estava quebrando muito pouco as regras.
Jovens senhoras bem-educadas não faziam viagens longas sozinhas, ela já havia quebrado a regra número um, quando ela viajou sozinha para Londres, partindo de Warwick Shire.
Rosalind e seu marido, Griff Knighton, estavam em lua-de- mel no Continente e seu pai incapaz de sair da cama, alguém tinha de lidar com aquela situação confusa.
Uma jovem senhora bem-educada nunca deveria aparecer em público sem uma serva ou dama de companhia por ser algo inadmissível à sua honra.
Todavia, naquela situação, quanto menor número de pessoas envolvidas em sua missão secreta, melhor. Servos tinham uma tendência de falar demais.
Sua mão estava apoiada em sua bengala com a qual bateu porta de carvalho,bastante marcada,que estava na frente dela, a que pertencia ao senhor Daniel Brennan que trabalhou para seu cunhado, e que era um homem solteiro. 

 Série Solteironas de Swanlea
1– Um Amor Perigoso
2-  Um Amor Notório

31 de julho de 2015

Casar antes de ir para cama com ele

Série Escola de Senhoritas



Esta maravilhosa conclusão da série escola de senhoritas de Sabrina Jeffries, conta a história de Charlotte Harris, a diretora da amada escola. 

Ao longo da série, os leitores se perguntam sobre a relação de Charlotte com o misterioso correspondente, primo Michael. 
Sua identidade será finalmente revelada neste divertido e sexy final.


Capítulo Um

Richmond, Inglaterra Novembro 1824
Charlotte Harris, diretora e proprietária da escola para senhoritas da senhora Harris, sentada à sua mesa e lendo — duas vezes — a carta que havia escrito implorando ao primo Michael, seu benfeitor anônimo. Então ela parou. Que sentido tinha escrever, quando todas as cartas ao advogado eram devolvidas fechadas? Secou as mãos molhadas na saia. Ele devia saber da situação desesperada em que a escola estava — ele sabia de tudo —. E até seis meses atrás, ele sempre lhe dizia tudo o que sabia. Mas depois dela tanto pressioná-lo sobre sua identidade, ele interrompeu a correspondência. E ela não soube mais uma palavra dele desde então. O temor se apoderou dela instigando o nó que sentiu tantas vezes durante os últimos dias no estômago. Ok, talvez ele tivesse boas razões para estar zangado com ela. 
Ela havia concordado que não o pressionaria sobre a identidade dele. No entanto, como ele poderia abandoná-la depois de tanto tempo? Ele fez parte da fundação da escola há quatorze anos. Na verdade, sem ele não teria nenhuma escola.
Ela provavelmente ainda estaria definhando como uma professora na escola de Chelsea, sonhando com o dia em que pudesse abrir sua própria instituição governada por seu próprio currículo e suas próprias regras. Agora, seu vizinho idiota, Sr. Pritchard, estava prestes a jogar tudo fora.
Ele estava espalhando rumores de que estava prestes a vender a propriedade de Rockhurst, contigua a escola, ao proprietário de uma pista de corrida em Yorkshire. Ela já podia ver aqueles homens brutos reunindo-se para apostar nas corridas, esparramados no gramado da escola e abordando suas meninas. Como poderia o primo Michael ficar parado e deixar isso acontecer? Ele era dono da propriedade.
Não se importava se ela fosse forçada a fechar? Ela engasgou. Isso era o que mais doía — a possibilidade de que estivesse permitindo que isso acontecesse para conseguir lucros mais altos.
Desde o início, o aluguel era menor do que o aplicado por outros proprietários em Richmond, e agora, com os valores das propriedades na área nas alturas, estava ridiculamente baixo. Em todos esses anos, seu misterioso primo nunca aumentou.
Por quê? Ela não tinha certeza. Talvez porque percebeu que ela só poderia pagar um aumento modesto? Isso era especialmente verdadeiro agora que as matriculas haviam reduzido, alimentada pelos escândalos de algumas das alunas do último ano.
Se os rumores sobre uma possível venda da propriedade vizinha resultassem verdadeiros, isso só iria piorar as coisas. 
Ela teria que lutar contra isso. Se tivesse pensado que Rockhurst seria comprada meses atrás, ela e suas amigas teriam várias boas ideias para frustrar o Sr. Pritchard.
Elas poderiam fazer um pedido ao Conselho de Licenciamento de novo, ou...

Série Escola de Senhoritas
1- Seduzir um Patife
2- Alguém a quem amar
3- A Vingança Escocesa

4- Um Pilantra em minha Cama
5- Nunca pactue com o diabo
6- Casar antes de ir para cama com ele
Série Concluída


7 de junho de 2015

Uma Lady Nunca se Rende

Série Os Demônios de Halstead Hall
Lady Célia Sharpe sempre foi cautelosa sobre casamento... mas agora seu futuro depende disso.

Com dois meses para encontrar um marido e cumprir o ultimato de sua avó, Célia ajusta sua mira em três solteiros.
Ser pedida em casamento por um desses homens ricos e de alto escalão certamente irá provar a sua capacidade de se casar, por isso esperava que o casamento em si não seria necessário para Célia para receber sua herança. 
O segundo passo do seu plano audacioso é contratar o sombrio e perigosamente atraente detetive de Bow Street, Jackson Pinter, para investigar os três homens que ela escolheu.
Com Lady Célia infernizando Jackson dia e noite, a última coisa que ele quer é ajudá-la a encontrar um marido. 
E quando ela relembra memórias enevoadas que levam sua investigação sobre as mortes misteriosas de seus pais em uma nova direção, colocando-a em perigo, Jackson percebe que o único homem que ele quer que se case com Célia é ele mesmo!


Capítulo Um

Ealing Novembro de 1825
Quando o detetive da Bow Street Jackson Pinter entrou biblioteca de Halstead Hall, ele não se surpreendeu ao encontrar apenas uma pessoa lá. Era cedo, e ninguém na família Sharpe costumava levantar cedo.
- Bom dia, Masters. - disse Jackson, inclinando a cabeça para o advogado que estava sentado debruçado sobre alguns papéis. Giles Masters era marido da irmã Sharpe mais velha, Lady Minerva. Ou senhora Masters, como ela tinha escolhido ser chamada.
Masters olhou para cima.
- Pinter! É bom ver você, meu velho. Como estão as coisas em Bow Street?
- Bem o suficiente para eu ter tempo para esta reunião.- Ouso dizer que os Sharpes têm sobrecarregado você com a investigação da morte de seus pais.
- Assassinato. - Jackson corrigiu - Nós determinamos isso com certeza agora.
- Certo. Eu esqueci que Minerva disse que a pistola encontrada no local nunca havia sido disparada. Uma pena que ninguém notou isso 19 anos atrás, ou uma investigação poderia ter sido realizada e, em seguida, poupadouma grande dose de sofrimento.
- A sra. Plumtree pagou qualquer um que poderia ter investigado mais.
Masters suspirou.
- Você não pode culpá-la. Ela pensou que estava impedindo um escândalo.
Jackson fez uma careta. Em vez disso, ela impediu a descoberta da verdade. E foi por isso que ela terminou com cinco netos presosao passado, incapazes de ir em frente com suas vidas. Por isso ela tinha feito seu ultimato: todos tinham de se casar até o final do ano ou nenhum herdaria. Até agora, eles tinham cumprido com a obrigação. Todos, menos um.
Em sua mente surgiu uma imagem de Lady Célia que ele rapidamente reprimiu.
- Onde estão todos?
- Ainda no café da manhã. Eles virão em bando do outro lado do pátio em breve, tenho certeza. Sente-se.
- Eu vou ficar de pé. - ele caminhou até a janela que dava para o pátio carmesim, nomeado por seu piso vermelho.
Estar em Halstead Hall sempre deixava Jackson desconfortável. A enorme mansão gritava“aristocracia”. Tendo passado sua infância em um cortiço de Liverpool antes de se mudar para uma casa geminada em Cheapside aos dez anos, ele achava Halstead Hall muito grande, muito suntuoso e muito cheio de Sharpes.
Depois de quase um ano com eles, como seus clientes, ele ainda não tinha certeza de como se sentia sobre eles. Mesmo agora, quando os viu andando pelo pátio debaixo de um céu de novembro escurecido de nuvens, ele ficou tenso.
Eles não pareciam como se planejassemjogar qualquer coisa sobre ele. Eles pareciam felizes e contentes.









Série Os Demônios de Halstead Hall
1– A Verdade sobre Lorde Stoneville
2– Um Demônio em sua Cama
3– Como Conquistar uma Lady Relutante
4– Casando com um Lorde Selvagem
5– Uma Lady Nunca Se Rende
Série Concluída
  

10 de maio de 2014

Casando com um Lorde Selvagem

Série Os Demônios de Halstead Hall
Para cumprir o ultimato de sua avó, lorde Gabriel Sharpe persegue uma mulher irascível que ele acredita precisar desesperadamente dele.

Então, a situação se inverte...
Como tudo que o intrépido Gabe Sharpe faz, cortejar Virginia Waverly é um jogo de alto risco. 
Desde que seu irmão, Roger, morreu correndo contra lorde Gabriel, Virginia desejava vingar-se do lorde imprudente vencendo-o em seu próprio esporte. 
Mas quando ela desafia lorde Gabriel para uma corrida, o demônio chamado de "Anjo da Morte" contra-ataca com uma proposta de casamento! 
Gabe sabe que Virgínia está em uma situação financeira calamitosa – então por que não casar com ela e resolver ambos os problemas? 
Ela afirma estar chocada com sua proposta, mas sua reação a seus beijos dizia o contrário. 
E quando os dois começam a desvendar a verdade por trás da morte de Roger, Gabe faz a maior aposta de todas, oferecendo a beldade corajosa algo mais precioso do que qualquer herança: o amor verdadeiro.

Capítulo Um

Eastcote, agosto 1825
Virginia Waverly mal podia conter sua excitação enquanto a carruagem avançava em direção a Marsbury House. Um baile! Estava indo a um baile afinal. Ela finalmente começaria a usar aqueles passos de valsa que seu primo em segundo grau, Pierce Waverly, o Conde de Devonmont, lhe havia ensinado.
Por um momento, ela deixou sua mente vagar por uma bela fantasia de estar dançando pelo salão com um belo oficial de cavalaria. Ou talvez com seu próprio anfitrião, o Duque de Lyons! Isso não seria maravilhoso? Ela sabia o que as pessoas diziam sobre seu pai, a quem chamavam "o Duque louco", mas nunca deu atenção a tal fofoca.
Ela queria estar usando um vestido mais elegante - como o rosa de seda italiana que ela tinha visto na The Magazine Ladies. Mas os vestidos da moda eram caros, e era por isso que ela tinha que se contentar com seu antigo tartan de seda, comprado quando vestimenta escocesa era a moda. Como ela desejava ter escolhido algo menos... característico para vestir. Todo mundo lhe lançaria um olhar e saberia como ela era pobre.
- Eu posso ver que você está preocupada. - disse Pierce.
Virginia olhou para ele, surpresa com sua percepção.
- Só um pouco. Eu tentei tornar este vestido mais elegante, adicionando uma camada fluída, mas as mangas ainda são curtas, então agora ele só se parece com um vestido fora de moda com mangas estranhas.
- Não, eu quis dizer...
- Certamente, as pessoas não vão me criticar demais por isso. - ela ergueu o queixo - Ainda que eu não me importe se eles o façam. Sou a única mulher de vinte anos que conheço que nunca foi a um baile. Até a filha do vizinho fazendeiro foi a um em Bath, e ela tem apenas dezoito anos!
- Eu estava falando sobre...
- Então eu não vou deixar meu vestido ou a minha inexperiência na pista de dança me impedir de me divertir. - disse ela resolutamente - Vou comer caviar e beber champanhe, e por uma noite fingir que sou rica. E finalmente vou dançar com um homem.
Pierce pareceu ofendido.
- Agora veja aqui, eu sou um homem.
- Bem, é claro, mas você é meu primo. Não é a mesma coisa.
- Além disso, - ele disse - eu não estava falando sobre seu vestido. Quis dizer, você não está preocupada em encontrar com lorde Gabriel Sharpe?
Ela piscou.
- Por que ele estaria lá? Ele não estava na corrida de hoje.
Há alguns anos, o duque de Lyons começou uma corrida anual – o Prêmio Marsbury – disputada em um percurso em sua propriedade. Este ano, seu avô, tio-avô de Pierce, General Isaac Waverly, tinha inscrito um garanhão puro-sangue de seu haras. Lamentavelmente, Ghost Rider tinha perdido a corrida e a Copa Marsbury.
Era por isso que Pierce a estava acompanhando ao baile esta noite, em vez de seu avô – a pobre performance de Ghost Rider tinha desapontado Poppy profundamente. Isso a tinha decepcionado, também, mas não o suficiente para impedi-la de participar do baile.
- Sharpe é amigo íntimo de Lyons - disse Pierce – De fato, ele estava na corrida em Turnham Green com Roger.
Seu estômago afundou.
- Não pode ser! As únicas pessoas ali eram lorde Gabriel e algum sujeito chamado Kinloch...
- O Marquês de Kinloch, sim. Esse era o título de Lyons antes de seu pai morrer e ele ascender ao ducado.
Ela fez uma careta.
- Não é de admirar que Poppy tenha se recusado a participar esta noite. Por que ele não me contou? Eu não teria vindo.
- Foi por isso. Tio Isaac queria que você se divertisse pela primeira vez. E ele acha que Sharpe não estará lá, já que não estava na corrida.
- Ainda assim, eu vou ter que encarar o duque, que deixou Roger realizar esse percurso terrível em Turnham Green, apesar de conhecer os riscos. Por que ele nos convidou? Será que ele não se dá conta de quem somos?
- Talvez ele esteja estendendo o ramo de oliveira para você e tio Isaac por sua participação na morte de Roger, por menor que tenha sido.
Ela bufou.
- Um pouco atrasado, se você me perguntar.
- Vamos lá, você não pode culpar Lyons pelo que aconteceu. Nem Sharpe também, aliás.
Ela olhou para Pierce. Eles tiveram essa discussão muitas vezes nos sete anos desde que seu irmão havia morrido em uma corrida perigosa contra lorde Gabriel.
- Sua senhoria e Kinloch – Lyons – se aproveitaram de que Roger estivesse bêbado...
- Você não sabe disso. - Bem, ninguém sabe ao certo, já que lorde Gabriel se recusa a falar sobre isso.
  







Série Os Demônios de Halstead Hall
1– A Verdade sobre Lorde Stoneville
2– Um Demônio em sua Cama
3– Como Conquistar uma Lady Relutante
4– Casando com um Lorde Selvagem
5– A Lady Never Surrenders - em revisão
  

24 de dezembro de 2013

Como Conquistar Uma Lady Relutante

Série Os Demônios De Halstead Hall


Quando um patife charmoso propõe que ela se case com ele para atender o ultimato de sua avó, a temperamental irmã Sharpe faz uma contra-proposta tentadora, que preserva a herança dela e inflama a imaginação dele.

Lady Minerva Sharpe tem o plano perfeito para frustrar as demandas de sua avó: tornar-se noiva de um trapaceiro!
Certamente Gran preferiria liberar sua herança a vê-la se casar com um canalha.
E quem melhor para desempenhar o papel de candidato a marido de Minerva do que o selvagem advogado Giles Masters, a própria inspiração para o belo espião nas populares novelas góticas que ela escreve?
A lembrança de seu beijo apaixonado em seu décimo nono aniversário tem permanecido na imaginação de Minerva, embora ela não tenha intenção de realmente se apaixonar por tal libertino, e muito menos se casar com ele.
Mal sabe ela que ele realmente é um agente secreto do governo.
Quando eles se unem para investigar o mistério por trás da morte de seus pais, seu noivado falso os conduz a um desejo ardente.
Então Minerva descobre a vida dupla secreta de Giles, e ele deve usar todos os truques do seu ofício para encontrar o caminho de volta para coração desta mulher.

Capítulo Um

Londres -1816
Por seu décimo nono aniversário, Minerva ainda estava apaixonada. Ela sabia tudo sobre Giles. Ele não havia se casado, nem tinha cortejado ninguém a sério.
Como seus irmãos, ele vivia a vida de um libertino. Mas ao contrário de seus irmãos, ele tinha uma profissão - ele havia sido admitido como advogado no ano passado. Então, com certeza, se ele estava a progredir como um advogado, a sua vida de libertino teria que acabar em breve. Então, ele precisaria de uma esposa.
Por que não deveria ser ela? Ela era bonita o suficiente, todos diziam que sim. Era inteligente, também, o que um homem como ele certamente apreciaria. 
E ele não iria esnobá-la pelo comportamento escandaloso de sua família, como os cavalheiros de mente estreita que ela conheceu na sociedade, agora que teve sua apresentação. 
Ele estava lidando com um escândalo de sua própria família há quatro meses, quando seu pai se matou. Ela e Giles tinham isso em comum.
Mas quando correu os olhos sobre os convidados de sua festa de aniversário -nenhum dos quais eram Giles, embora ele tivesse sido convidado - ela sentiu uma pontada de decepção. Como poderia levá-lo a vê-la como qualquer coisa, além da irmã mais nova de seus amigos, quando ela nunca o via?
Após a festa ter acabado, ela foi para o jardim para aliviar seu abatimento e ouviu seus irmãos conversando enquanto fumavam charutos nas cavalariças.
- Os rapazes me disseram que a festa na casa de Newmarsh começa às dez. - disse Oliver. - Eu vou encontrá-los aqui em torno desse horário. É perto o suficiente para andar, graças a Deus, por isso não vamos ter que envolver os criados. Você sabe como eles são, contam tudo a Gran, e ela vai nos dar um sermão sobre ir para algum lugar no aniversário de Minerva.
- Gran com certeza vai notar se escaparmos em trajes de festa - disse Jarret.
- Vamos sair um de cada vez para aguardar no jardim até que possamos ir. Só tomem cuidado para não deixar Minerva ver. Não queremos ferir seus sentimentos.
Ela estava a ponto de repreendê-los severamente por ir a uma festa sem ela em seu aniversário, quando ficou claro para ela. Se eles estavam participando de uma festa com "os rapazes", então Giles estaria lá! 
E já que era um baile de máscaras, ela poderia comparecer sem que ninguém mais soubesse. Ela sabia exatamente o que vestir, também. 
Ela e sua irmã Célia uma vez tinham se deparado com um estoque de roupas da vovó de mais de trinta anos atrás, isso seria perfeito.
As nove, ela entrou num canto do jardim com Célia, que estava com quatorze anos, e havia prometido ajudar, em troca de um relato completo do que Minerva visse no baile. 
Elas ajustaram nela um espartilho de estilo antigo e duas modestas anquinhas. Então ela vestiu o vestido elaborado de cetim ouro que Gran tinha usado para o casamento de seus pais.
Rindo o tempo todo, elas cobriram seu cabelo castanho claro com uma peruca empoada de cachos brancos empilhados. Em seguida, elas cobriram o rosto com uma máscara e fizeram uma pinta em uma bochecha. 
O toque final foi um camafeu azul antiquado de Gran.
- Pareço Marie Antoinette? - perguntou Minerva, o cuidado de manter a voz baixa. Seus irmãos não tinham aparecido no jardim ainda, mas ela não queria arriscar.
- Você parece esplêndida. - Célia sussurrou. - E muito exótica.
Exótica era a nova palavra favorita de Célia, embora Minerva suspeitasse que ela realmente quisesse dizer "sedutora". O corpete tinha um decote vergonhosamente baixo.
Então, novamente, ela queria seduzir Giles.
- Vá embora agora. - disse a Célia. - Antes que eles cheguem.
Célia saiu correndo. Minerva, em seguida, teve que esperar até que seus irmãos elegantemente vestidos entrassem nos jardins e se dirigissem para as cavalariças antes que ela pudesse segui-los.
Felizmente, muitas pessoas estavam indo na mesma direção, de modo que ela se fundiu com a multidão na rua, uma vez que seus irmãos haviam entrado na casa. 
Embora ela não tivesse um convite, revelou-se estranhamente fácil de entrar. Encontrar Giles podia ser difícil, já que ela tinha que evitar seus irmãos, de modo que ela subornou o mordomo para lhe dizer que traje sua presa estava vestindo.
- O Sr. Masters não está aqui, amor. - disse o moço com familiaridade chocante. - Ele recusou o convite por conta de ter que estar no campo, assistindo sua mãe.
Ela não sabia se deveria ficar feliz que ele não tinha ido a sua festa devido a seu outro compromisso, ou desapontada porque não conseguiria sua chance com ele. 
 







Série Os Demônios de Halstead Hall
1– A Verdade sobre Lorde Stoneville
2– Um Demônio em sua Cama
3– Como Conquistar uma Lady Relutante
4– To Wed a Wild Lord
5– A Lady Never Surrenders
  
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