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16 de setembro de 2017

Asa Quebrada

Ambientado durante o começo caótico do governo de Napoleão, esta saga conta a história de Gabriel St. Croix, um sobrevivente da rua à procura de um lugar para pertencer.

Abandonado quando criança, ele cresceu em um bordel e nunca conheceu a amizade ou carinho. 
Escondendo cicatrizes físicas e emocionais por trás de uma fachada de gelo, seu único relacionamento é com um jovem menino, a quem ele passou os últimos cinco anos protegendo da realidade brutal de seu ambiente. Mas, isso tudo está prestes a mudar.
A família do menino o encontrou, e eles estão vindo para o levar para casa. Sarah Munroe se culpa pelo desaparecimento de seu irmão. Quando ele é localizado, são e salvo, apesar de onde tem vivido, Sarah promete ajudar o homem que o salvou e protegeu da melhor maneira que pôde. Com paciência amorosa, ela ajuda Gabriel a enfrentar seus demônios e lhe ensina a confiar na amizade e no amor. Mas quando o passado o alcança, Gabriel o deve enfrentar por conta própria.
Tornando-se um mercenário, pirata, e jogador profissional, ele viaja para Londres, França, e a Costa Barbéria em uma tentativa desesperada de encontrar Sarah novamente.
No caminho, porém, ele vai descobrir que a jornada mais perigosa e a maior aposta de todas está dentro dos lugares mais escuros de seu próprio coração.

Capítulo Um

Sarah, Lady Munroe, também era conhecida como a Condessa Cigana, um apelido dado a ela por causa de sua ascendência desgraçada, e também por seu comportamento ainda mais desgraçado. Menos de cinco anos atrás, o mundo educado tinha ficado chocado e excitado quando ela deixou o marido de idade avançada apenas uma semana depois de suas núpcias.
Fôra extensamente espalhado que ela se vestiu como um homem, trabalhando com piratas, e que entre seus numerosos amantes estava o próprio meio-irmão, Ross.
Tudo menos a última parte era verdade. Ela olhou agora para o irmão, com compaixão. Sua luxuosa e bem equipada carruagem sacudiu e dançou, fazendo-os ranger dentes e ossos, enquanto eles empreendiam sua apressada viagem para Paris.
Há dez anos, as ruas desta cidade se tingiram de vermelho com o sangue derramado, quando seus cidadãos se voltaram contra a aristocracia em um excesso de patriotismo e fervor democrático, cortando muitos deles em pedaços.
Agora, à beira de um novo século, estes idealistas sanguinários, finalmente saciados e chocados pelos esforços daquela matriarca voraz, “Madame Guilhotina,” procuravam por confiança e ordem. Sua atenção tinha se voltado para um jovem corso pálido, Napoleão Bonaparte. Brilhante, carismático, e politicamente astuto, ele estava rapidamente se tornando uma força a ser reconhecida no Continente, e uma causa de grande preocupação para a Inglaterra.
Nada disso provocou qualquer choque negativo no comércio e na frequência dos bons bordéis parisienses. Incerteza, perigo e a guerra eram afrodisíacos, e bordéis estavam operando a toda capacidade, suprindo para os bemaventurados e fornecendo diversões deliciosas adaptadas a qualquer necessidade, não importando orientação política ou preferência sexual. Era justamente para tal lugar, de Madame Etienne, Maison de Joie, que Ross e Sarah agora se apressavam esperançosos de achar seu irmão mais novo.
— Oh, Deus, Ross, você realmente pensa que é ele? Podia ser afinal depois de tantos anos? — Sarah fechou os olhos, desesperadamente querendo acreditar nisto, e com medo do que significava se fosse verdade. O pensamento da criança inocente com quem brincou de soldadinhos de metal, vivendo aí nestes últimos cinco anos, a enchia de horror. Ross estendeu a mão, batendo levemente na dela.
— Eu tenho uma razão muito boa para esperar que seja, minha querida. Nossos agentes fizeram um trabalho completo investigando. Essa criança tem a idade e coloração certas, e segundo eles, existe uma notável semelhança familiar. Eles puderam verificar como veio de Londres até o Continente. Ele chegou a Madame Etienne um mês depois que James desapareceu. Ele olhou para fora da janela preocupado e muito mais ciente do que Sarah, do que isto significaria.
— Nós devemos estar preparados, Sarah. Ele provavelmente não vai nos reconhecer, e ele não será a criança de que se lembra. Ele passou indubitavelmente por uma provação. Sem dúvida, ele foi vítima de muitas provações….







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